domingo, janeiro 21, 2007

F É R I A S AFINAL!!!

Negócio é o seguinte: Estou de F É R I A S!!!

Férias mesmo como nunca tive.
Claro que tem sempre uns compromissos aqui e ali, mas só coisa legal de fazer.
Nada de muitas obrigações ou pressões.
É tão bom. Passa rápido também.
Mas se eu ficar pensando nisso nem vou aproveitar nada.
Por causa disso to sem internet ao meu dispor, apenas na velha discada nas madrugadas e aos finais de semana.

Uma semana já passou.
É tão engraçado o ser humano, acredita que eu tive mó impacto por não ter o que fazer com urgência que me deu foi enxaqueca?!
Vê se pode. Até eu me adaptar ao “novo ritmo” fiquei gróguei, sonhava que tava faltando no trabalho e que tinha ainda um monte de trabalho da faculdade pra fazer. Os sonhos de vez em quando ainda aparecem.
O “pobre” nasceu foi pra sofrer mesmo! Eu heim!

Brincadeiras à parte, estou muito bem! Embora não possa fazer tudo o que gostaria nesse tempo livre por causa da lizeira, só tenho a agradecer por esse dias de paz!
Nessa semana eu fechei os trabalhos da faculdade, dormi, comi guloseimas, assisti a alguns filmes, mas só indico um deles: Orgulho e Preconceito ...lindo que só!

Vou colocar aqui também a imagem de divulgação da festa que o Migu Pdru vai promover no Noise, Eu gosto é do estrago #3...vê aí:

Vai ter também no dia 03/02 no HeyHo a apresentação da banda cover do LH, Retrato Ventura, a imagem eu peguei no orkut do Victor que vai tocar lá no mesmo dia, na Poly 05:

O Denis me indicou umas bandas para ouvir, ainda não tive oportunidade de ver todas com cuidado mas já gostei de Violins, são as seguintes bandas:

Moptop
Violins
Poléxia
Wonkavision
Gram
Luisa mandou um beijo
Faichecleres
Radio de Outono

Depois digo o que achei delas por aqui.
No mais é isso!


Inté mais!
PS: Esse blog ta ficando adolescente demais...tcs. tcs. tcs.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Mais um Janeiro...

Primeiro post do ano.
Incrível, de um segundo para outro parece que tudo muda, pelo menos para algumas pessoas.
A máquina capitalista sabe direitinho nos moldar. Ganhe ânimo, trabalhe...o ano só está começando.
Mas assim, quero deixar claro que não estou me queixando. Por um lado é bom que plantemos este espírito renovador em nós. Fica mais fácil e mais agradável viver assim.
Cada um deve viver como se sente bem e pronto!

Viajei pra Itarema nesse último fim de semana do ano.
Para quem não sabe, Itarema é meu refúgio, meu cantinho.
Lá vivi muitas coisas boas e ruins também...mas sempre que piso naquela terra, parece um encontro comigo mesma, uma espécie de retorno às origens. O cheiro, a cor, as pessoas, as ruas, as praças...tudo lá tem para mim um sentido especial.

Fomos Eu, Pai, Mãe, Uiri e Nego.
Ta virando tradição ir pra lá passar o fim de ano. Somos muito bem recebidos lá e sempre saímos com vontade de ficar mais. Nem sempre dá pra visitar todo mundo e ir em todos os lugares...mas é assim mesmo, dois dias é pouco pra aproveitar tanta coisa.
Estou feliz por ter meu trabalho, estar com saúde e de ter visto minha Vó. Ela ta tão magra...cansada de viver doente e preocupada com os filhos no mar e dos que estão em terra bebendo direto. Toda família tem suas mazelas mesmo. Pensei no meu avô, mas não fiquei triste...senti só saudade mesmo. Minha mãe também não ficou chorando como eu pensava. Deu tudo certo!

Ainda não senti que o ano acabou porque ainda não estou de férias da UFC e tenho muitas coisas pra fazer por lá ainda. Trabalhos, seminários, artigos, provas...UFFA! E tudo em apenas duas semanas. Seja o que Deus quiser!

Ah, sexta e sábado a Marisa Monte vai se apresentar no Siará Hall, com seu show Universo Particular (Infinito Particular + Universo ao meu redor). To doidinha pra ir, mas ta super caro e só vende ingresso à vista. O Nego disse que vai...mas até eu estou insegura, não por ela é claro, ela é ótima. Mas por medo de não ficar um local em que possa sequer ver o show, pois se eu for, ficarei nas últimas cadeiras que é mais barato.
Acho que vou...


No trabalho continuo com as auditorias e cada vez mais acho chato fazer, porque é muito repetitivo. Mas como disse, quero muito que nesse ano eu ainda tenha esse espaço para trabalhar, sem dúvida é algo que tenho que zelar e agradecer muito por tê-lo.

Ainda nem pensei exatamente nas metas para 2007, mas a prioridade é buscar mais espiritualidade e cultivar sentimentos bons e não me estressar, buscar um equilíbrio interior.
Ser organizada também é uma urgência, a bagunça na minha vida está se alastrando em tudo e isso é péssimo. Ter mais tempo para mim, para a família e para os amigos é também uma prioridade.

Sem mais promessas, eis que chegou mais um Janeiro. Com ele, trabalho, sonhos, lutas, anseios, algumas frustrações, cansaço, mas sem dúvida uma vontade de fazer melhor e diferente, uma vontade de viver.
Que saiam as impregnações e bolações que nos prendem ao passado e que em 2007 a gente consiga realizar e que sejamos livres para amar o próximo e fazer o bem.
Deus está conosco nessa empreitada, tem aliado melhor???

=]

sexta-feira, dezembro 29, 2006

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Queria que o Natal fosse verdade


Sumi mesmo Gladson.
O cansaço me venceu esses dias.
Tanta correria né?
Nessa época do Ano é sempre assim, são muitos fins.
Fim de Ano, de semestre da faculdade, de alguns sonhos, de algumas esperanças, de alguns amores, de desamores, de medos, de tristezas, de alegrias...
Cada um sabe bem os seus porquês de sorrir ou de chorar.
Mas sem melancolia, o fim é também o recomeço de tudo! É o momento do novo.
E assim seguimos nesses ciclos.

Lembro que em 2005 havia previsto que 2006 seria um ano de muito trabalho e também um ano de plantar. Acho que ficaram muitas sementes sem chão. Mas é certo que algumas germinaram e já apontam os frutos.

Cada vez mais o FELIZ NATAL soa vazio para mim. É difícil me transportar durante alguns dias para um mundo sem maldades, onde só a paz reina absoluta, onde as pessoas se preocupam com o próximo, onde cada um tem um trabalho e não passa fome, onde ninguém precisa roubar ou matar para mostrar ao mundo que existe. Um mundo onde crianças são crianças e podem viver suas infâncias. Nesse mundo os shoppings não estão cheios nessa época, mas as praças sim e todos transitam nela sem medo, sem desconfiança. O dinheiro não é tão importante e muito menos a roupa que você usa.
E não vou esquecer de mencionar que Natal é pra gente pensar em Jesus e em tudo o que Ele tentou nos mostrar com sua vida, morte e ressureição.

Quando as nossas mesas estiverem fartas vamos elevar uma prece a Deus e pedir que o Natal dos cartões exista, pelo menos em nossos corações durante todo o tempo.


Em todo caso, FELIZ NATAL pra vocês!
Um beijo!

terça-feira, dezembro 05, 2006

Enquete do Serejo

Essa é uma cópia cara-de-pau dos comentários sobre um dos posts do Serejo que é uma enquete sobre a definição de diabete...use a imaginação!
Esse povo de Recife é engraçado!
Mago disse...
Respondendo a sua ENQUETE (é sem acento, é sem acento, é sem acento), Diabete é a tia do Capeta. Há! Essa foi boa,hein?!
___________________
malaquias disse...
é uma passagem abreviada do cumprimento "bom dia", mais comumente observada no interior do estado, ou seja:
- dia, seu ontonhi!
- dia, bete!
___________________
ruli disse...
entregar alguma coisa a bete.

- marinete, pra quem você entregou meus documentos?
- eu di a bete, dona claudia.
___________________

Thiago disse...
Na verdade este termo vem do tempo do ciclo do açucar em PE. Naquela época, a primeira pessoa a desenvolver sintomas de uma doença rara relacionada ao alto consumo de açucar chamava-se Elizabete, carinhosamente, Bete.
E todos os amigos ao encontrar algum parente da mesma mandavam o seguinte recado:
- "Di a Bete que ela se cuide!"
Alguém tem outra idéia???
=]

Quero esse presente!

Recife deve ser um lugar abençoado, porque ter as bandas que tem, que fazem show com uma certa frequencia e com preços acessíveis é bom demais!
Aqui já podemos perceber algumas bandas que estão surgindo numa roupagem mais independente. Mas Recife é sem dúvida um lugar cheio de boas novidades no campo da música. Nunca fui à cidade, mas pelo pouco que já me disseram existe um incentivo à manutenção da cultura local e de alguma forma isso é um apoio aqueles que estão na batalha por um lugar na sombra.
Bem, mas estou aqui pra lamentar duas coisas: Esse show da Parafusa que tá anunciado aí em cima e um outro show especialíssimo, veja:
27 DE NOVEMBRO
Los Hermanos no Réveillon de Recife
Acaba de ser confimada a participação da banda na festa de final de ano de Recife. O show será no Marco Zero e todos as informações estarão em breve aqui no site
Essa imagem da Parafusa aí foi bem o Sulião que fez, ele é danado nesses layouts. Tão bunitinhos olhando paa cima...espero que em 2007 a Banda tenha muita prosperidade para a alegria dos fãs e que de prefeência venham nos visitar. Eles tinham prometido um show em outubro pra gente, mas eu sei que não é fácil bancar show em outra cidade. Queria que Recife fosse atrás do meu quintal, porque eu pularia o muro com o maior gosto!
=P

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Bá, blá, blá....

Ê semana cheia!
Pelo menos passou rápido.
Duas aulas a menos na escola, que inclusive foram as mais bem sucedidas até então.
Isso me deixou menos esgotada por que quando você faz um trabalho que de alguma forma é reconhecido, nem que seja por você mesma, ele torna-se gratificante, ou seja, ele não só tira de você mas ele também repõe suas energias.

Na quinta-feira 30, foi a apresentação do Encontro de Iniciação à Docência.
Fiz meu pôster num tamanho menor do que foi pedido. Pelo pouco que pude ver dos outros trabalhos eram bem mais elaborados, os posters todos muito sofisticados com imagens e gráficos e tal. Pelo menos só gastei R$ 4,00 por ele, soube que um banner chique é uns 40 conto. Quem ia me avaliar era o professor Arimatea, mas em meio a tantos trabalhos, a professora Sandra foi quem acabou caindo de pára-quedas como avaliadora da sessão e me avaliou. Ela é a minha professora do Estágio do Ensino Fundamental e assim sabia que ela era criteriosa. Sabia que o trabalho tava muito simples,na verdade eu queria mesmo era garantir meu certificado ao final da monitoria, mas sempre fica aquela inquietação de que eu poderia ter feito algo bem melhor. Farei melhor em outra oportunidade.
Vi também que não é necessário ter uma pesquisa super-hiper-mega interessante para apresentar nesses encontros. Tem gente que pega um trabalho de uma disciplina e adapta pra apresentar nesses seminários. Eu estou é vacilando e já poderia ter garantido uma boa pontuação de trabalhos apresentados se fosse menos preocupada e medrosa.

Na realidade eu nem sei se ainda quero esse mestrado, pelo menos agora.
Vou fechar essa graduação com decepção e com desestimulo de seguir adiante.
Tenho que ponderar que já trabalho numa empresa e que lá, mesmo raramente, existem outras oportunidades de trabalho que eu poderia me preparar melhor encara-las. E pedagogia não é o caminho. Não sei se abandonar o barco ao terminar o curso caracterizaria uma perca de tempo ou um reconhecimento do meu erro ou mais uma constatação da minha infinita indecisão. Essa semana mesmo tava conversando com o Ronaldo (um cara que eu estimo e admiro muito lá na faculdade pelo seu discernimento, sua competência e inteligência) que tenho começado a desacreditar da instituição universidade, que ter ou não uma formação superior não é necessariamente o caminho do sucesso. Ta, você deve imaginar: “Quem não sabe disso?!” É, cada pessoa trilha seu próprio caminho e só ela pode ser capaz de saber a hora de voltar ou não. Eu não sei. Se pelo menos fosse mais espiritualizada pediria algum sinal divino, mas no momento ta difícil até me conectar com os superiores. Ah, mas não estou tão angustiada com isso não. Seja qual for a decisão que minha vida impuser para mim enfrentarei e aceitarei ou criticarei na hora mais adequada.
Um bate-papo com o Haney (Regivaldo, um amigo do trabalho) me fez ver isso. E eu acredito.

RegiNOBRE diz:
paty ainda desistimulada?
Patrícia diz:
bastante
mas precisamos seguir em frente
só Deus sabe do nosso destino
RegiNOBRE diz:
não fioca assim a profissão não é um fim em si mesma
entende
Patrícia diz:
é mesmo né?:
precisamos de propósitos pessoais
RegiNOBRE diz:
pois é
Patrícia diz:
isso está faltando em mim
RegiNOBRE diz:
a nossa profissão mais do que uma fonte de renda
é tambem uma satisfação pessoal
pense nisso
Patrícia diz:
é mesmo Haney.
obrigada
RegiNOBRE diz:
a gente tem que faze-la
Satisfatória
senão ela morre mesmo
Patrícia diz:
é, acho q toda profissao eh assim né?
RegiNOBRE diz:
se o unico objetivo da nossa profissao e´ganhar dinherio ela ja morreu
Patrícia diz:
é mesmo Haney, vc disse a coisa certa
obrigada por me ajudar
RegiNOBRE diz:
claroestou aqui pra isso
toda profissao tem seu lado ruim
Patrícia diz:
é
RegiNOBRE diz:
mas não é por isso que tenhamos que voltar pra trás
Jesus disse;
se alguem poe a mao no arado e olha pra tras não é digno de mim
Patrícia diz:
hum...
RegiNOBRE diz:
temos que seguir pro alvo
firmes e fortes
Patrícia diz:
olhar pra frente
RegiNOBRE diz:
que Ele nos ajudará
tudo q acontece na nossa vida é permissão Dele
nada acontece por acaso
Ele que esta conosco nas minimas decisoes da nossa vida
e Ele mesmo falou:
entrega o caminho a Ele confia nele e o mais ele tudo fará
RegiNOBRE diz:
o nosso trabalho é decansar no SENHOR
QUEM PELEJA NA BATALHA ÈR ELE POR NÒS
Ele ja levou todas as nossas necessidades
entao pra que preocupar????????


É o que eu havia dito sobre a satisfação, o reconhecimento do trabalho. Não importa a área, o importante é sentir-se bem, feliz em executar aquele trabalho e que ele de alguma forma cuide de você também.

Minha sexta-feira foi ótima porque fiz algo que adoro!
Dormi!
Ai como é bom dormir até mais tarde, despertar devagarinho, se espriguiçar antes de entrar no chuveiro, lavar os cabelos sem pressa deixando o condicionador agir por 3 minutos (rsrsrs), tomar café devagar, conversar com a mãe, com a irmã. Isso é que é vida!
Além do mais como encerrei meu trabalho de auditoria na quinta, tive a sexta-feira mais livre no trabalho também e pude inclusive fazer esse post.

A minha amiga Érica disse que agora lê meu blog. Tenho vergonha de tanta besteira que tem por aqui.
Beijo Amiga Érika!

sexta-feira, novembro 24, 2006

Mundos

Estou mesmo cansada e acho que minha imunidade está baixa, porque essa semana eu gripei de novo e isso não costuma acontecer com freqüência.

Não fui planejar hoje pois estava em um treinamento na Telemar.
É incrível como eu não consigo agir com naturalidade por lá, me sinto um peixe fora d’água. Foi ótimo rever amigos e a minha eterna chefe e amiga Zélia está na GT agora.
Queria ter almoçado com o Sérgio, mas não deu certo. Sinto saudade daquele povo!
Estar ali me traz tantas lembranças...ali vivi momentos felizes, tristes, de raiva, de medo, de insegurança. Hoje ainda há um misto disso tudo em mim quando vou lá.
Uma cicatriz que me acompanha sempre.

Senti que não tenho me desenvolvido profissionalmente. Sinto medo de me expor e de todos perceberem a minha incapacidade. Parece que estão a anos luz na minha frente.
Tenho sentido também que esses 3 anos e meio de faculdade, embora tenham me acrescentado muito no campo pessoal, me amarraram num mundo diferente do que eu vivo. Os pensamentos desses dois mundos são diferentes, as formas de olhar, de sentir, de brincar diferem muito.

Mas e aí a qual mundo eu quero servir?
De um lado quero ser como aqueles que admiro, quero ser capaz de fazer o que fazem, de dizer o que dizem, da forma que dizem...quero apenas pertencer.
Mas do outro quero libertar-me desse querer...quero apenas ser eu, sem ter que alcançar padrão algum, ou ter que pertencer a nada.

O que sou nisso tudo?
Sou medrosa, indecisa, frágil, carente, imatura, preocupada, sentimental.

Ah, aconteceu uma coisa muito, muito, muito triste. O pai da minha amiga Vanusa faleceu na quarta-feira, 22 de Novembro de 2006, no dia do níver da Grazi, no mesmo dia em que tatos nasceram e tantos também morreram. Ele mora no Iguatu, por isso não pude falar com ela ainda. De que adiantaria ouvir seu pranto estando do outro lado da linha sem nada fazer? Pensar na morte e na dor que ela traz é horrível, é insuportável. Muito me preocupa a forma Vanusa reagirá depois disso. O seu pai era tudo em sua vida, ela tinha por ele um amor tão intenso, uma paixão que nem todo filho tem por um pai. Ela, assim como eu, sempre afastou do pensamento a morte dos pais. Porém na quarta-feira ela teve que se deparar, sem qualquer piedade humana, com a separação corpórea do seu Pai. Aquele que lhe deu vida, que lhe embalou e que lhe chamava de flor.

Quero tanto que Deus jogue um raio de luz em sua vida para amenizar minimamente sua dor e que ela possa ser cada vez mais forte diante dessa trágica fatalidade. Ainda não vi seu rosto, nem lhe abracei para tentar lhe transferir um pouco mais de carinho e para compartilhar com pouco da horrível sensação da perda que teve.

Essa semana não foi nada fácil...

terça-feira, novembro 14, 2006

Sonho

Citando Elisa:

Ninguém vence um sonho
É como um vício
Se você não se vigiar o tempo todo,ele volta

Ninguém derrota o próprio sonho
É como uma semente no deserto
Espera qualquer gota de esperança
pra brotar de novo

Ninguém esquece
'Você não pode mandar embora
o que ele te faz sentir
Porque é o sonho que te escolhe,
não o contrário'

Hoje surgiu uma gota de esperança que fez acordar um sonho, não tão antigo, mas que eu sempre quero que adormeça.

...

segunda-feira, novembro 13, 2006

:-(

A aula de hoje foi um desastre!
Tanto planejamento para nada...
Ainda vou parar para refletir onde foi que eu errei.
Os alunos parecem fazer de propósito para nos irritar.
Queria nunca mais voltar naquela escola.
Hoje eu tive a nítida convicção de que não quero nada parecido para mim.
Esse sonho virou pesadelo.

E agora?

sexta-feira, novembro 10, 2006

Eu só quero um sorvete hoje!

Ai ai, as coisas estão se complicando mais.
=[
Na segunda começa a minha regência na sala de aula.
Se imaginasse o cansaço que dá, teria pedido para ser a primeira, porque agora já estou muito desestimulada com os alunos. A Elisa me falou que eu deveria pensar naqueles que ainda colaboram um pouco. É verdade. Na quarta-feira passada a Aline falou sobre isso, que estava só na sala quando os alunos começaram a bagunçar demais, ela disse que teve um sentimento de raiva e pensou em desistir, até que em meio aquela algazarra, uma aluna perguntou pra ela sobre os animais vertebrados e invertebrados. E ela (Aline) disse que naquele momento pensou que pela aquela aluna valia a pena continuar.
Engraçado que eu sempre gosto de fazer tudo o que é mais difícil e chato antes. Porque nunca consigo aproveitar bem os momentos “legais” sabendo que depois deles virão os “chatos”. E é em tudo! Como a clara antes da gema, deixo meu colega de trabalho ficar de férias antes de mim, gosto de auditar os Reparos antes das Os’s,...

Nessa semana deveria ter inscrito o trabalho (resumo) para o Encontro de Iniciação à Docência, mas por sorte minha as inscrições foram prorrogadas. Hoje ocorreram muitos empecilhos que me impediram de fazer a inscrição, mas nem quero resgatar isso agora. Deverei fazê-lo na segunda-feira.

Na próxima semana terei prova de Política Educacional na terça e um seminário da mesma disciplina sobre formação de professores na quinta! Ale, de segunda e quarta ter que fazer o planejamento das aulas. Além disso tenho três porfólios do Estágio do Ensino Médio para atualizar e um trabalho pra fazer pra amanhã. Além dos outros relatórios de OSTE e Política que estão atrasadíssimos. Por sorte minha a Teliane tá me ajudando muito e fazendo uns trabalhos e colocando o meu nome!

Ah, ultimamente só tenho feito atividades da faculdade, do trabalho e tentado dormir.
Queria ter uma tarde para sentar com amigos, bater perna, tomar um sorvete.
Um domingo à tarde pra dormir sem culpa, pra assistir a um bom filme ou simplesmente sentar no quintal e conversar com a minha mãe, ou meu pai, minha irmã ou minhas primas que moram lá em casa.
Também queria sentar na calçada e ver o movimento da rua onde moro.
Quero caminhar numa tarde fresca, sem pressa, sem ter hora pra voltar de preferência conversando sobre muitos assuntos com amigas. Depois tomar sorvete!!!
Quero ir a praia, “pegar aquele sol cancerígeno”, tomar água de coco, tomar banho no mar e tomar sorvete!
Quero muito visitar minha avó no interior, andar pelas praças de Itarema, visitar os parente e amigos de lá e tomar sorvete!
Até pra tomar sorvete ta difícil!
Mas não quero me queixar, só quero sentir que tantas coisas simples fazem falta na minha vida e me motivar para poder faze-las de novo.

Ei, conheci a Elisa!
Foi num sábado.
Tava saindo de casa pra ir com o Robertson comprar umas coisas. Ela enviou uma mensagem...já tava de saída para Maracanaú. Eu retornei pra ela e combinamos que ela iria na casa do Robertson pegar os vestidos. Mas quando cheguei no Robertson ele precisou ir na Bezerra de Menezes, próximo da casa do Fernando (namorado da Elisa). Eles estavam em baixo do prédio nos aguardando.
Foi rápido, entreguei os vestidos, falamos um pouco...coisas que costumamos falar por email, ela disse que o Gladson ia ficar com “inveja” rsrsrs...
Mas assim que der vamos marcar um encontro nós três!
Foi legal demais!
No mesmo sábado fui com a Érika na Top Couros e na Monsenhor Tabosa...ver se comprava uma sandália pra mim porque as últimas três que eu tinha resolveram quebrar na última semana. Ela num ta muito feliz, tem os motivos dela...Já falei da Érika aqui?
Acho que não...ela merece tantos posts! Ela é tão especial! Uma pessoa que dá vontade de não largar mais! Tem uma beleza incrível, é divertida, carinhosa, inteligente. Mas às vezes ela esquece de tudo isso. Boba!

Sexta feira dá um alívio na gente! Só em não vir pra caixa já é bom e próxima semana tem feriado!
Ebaaaaaaa!

Marquei minhas férias, falta apenas receber a aprovação do meu chefe.
Será em Janeiro a partir do dia 15...não vejo a hora.
Poderei fazer tudo o que quero agora e não tenho tempo.
Caminhar, conversar, dormir, ver minha Vó, ir à praia, e tomar sorvete!!!
Ebaaaaaaa!

Pensando bem, hoje depois da aula vou ver se consigo pelo menos tomar esse tal sorvete!

Tchau!
=]

segunda-feira, outubro 30, 2006

Passei por aqui...

Eita, faz tempo que não venho por aqui.


Mas tá difícil mesmo de manter os posts atualizados.
Nesse fim de semana consegui descansar, ainda mais hoje de manhã não precisei ir à escola, porque lá foi seção eleitoral e a regional liberou o turno da manhã. Isso não é tanta vantagem porque provavelmente teremos que repor esse dia na sexta. Mas felizmente esse planejamento está com a Gina, que é a minha parceira na regência.

Essa experiência de sala de aula está sendo menos “legal” do que eu imaginava. Eu sinceramente imaginei não seria tão difícil conseguir motivar aquelas crianças, mesmo sabendo das muitas dificuldades de ordem social e econômica que vivem. Não dá pra ter o mesmo resultado com todos, a grande maioria deles não quer mesmo saber o que temos a ensinar, sempre dizem não. Assim temos que dispor de muita criatividade e bom humor para, sequer conseguir sua atenção mesmo que por poucos instantes. Os alunos em geral não sabem ler nem escrever, alguns copiam mas não sabem decodificar o que escrevem no caderno e uns três deles lêem com dificuldade.
Ah, se fosse apenas isso estaríamos felizes e confiantes de um bom resultado. Pior é contar com o alto grau de indisciplina que há na sala. São crianças que só respondem mediante gritos e repressão, pois provavelmente estão condicionadas a esse tipo de tratamento em seus lares e na escola. A garganta não agüenta muito tempo. E o pedagógico fica no bolso.
Trabalhar a autonomia deles requer um esforço sem fim e o feitiço dessa autonomia pode virar contra o feiticeiro.
O que fazer?

Ontem estava lendo sobre a política de formação de professores e o texto expunha as discussões em torno da essência do curso de pedagogia e ainda mais sobre o papel do pedagogo professor, se é que eles são um só.Há quem defenda que pedagogo é o bacharel em educação e que professor é licenciado para ensinar. Esse mesmo grupo defende a especialização (no sentido estrito) da formação docente que seria conteúdos e didática, nada mais, seu campo de ação restringiria-se à sala de aula. Pensar os problemas escolares contextualizando-os com a política, com a vida social do educando, com as crises econômicas mundiais e com os interesses partidários/ideológicos/internacionais/...ah, isso ficaria pro acadêmico, isso não teria que chegar aos bancos das salas de aula do ensino fundamental ou médio. Mas o outro grupo diz que o professor/pedagogo é um agente social que deve trabalhar para muito além dos conteúdos, ele deve (de)formar plenamente o indivíduo para ser cidadão, torna-lo ciente de suas possibilidades e capaz de exercer seu papel sociedade. Cada um deve fazer seu papel direitinho, como uma tarefa de casa.
Bem, o professor carrega muitas responsabilidades e no fim das contas sua identidade confunde-se com o que sabe, o que tem culpa, o que resolve tudo, o que aliena, o que mantém o satus quo...pobre professor? Ele sequer sabe de todo esse poder que supostamente tem nas mãos?

Na minha sala me sinto meio impotente e nem acho que tenho tantos poderes assim.
As vezes receio que tantas discussões em torno dessa formação de professores não seja um questão de satisfação ao ego, e de repente alguém pode dar um passo maior do que as pernas. Acho que se tem alguém que deve ser o centro de toda e qualquer discussão esse é o aluno, nosso cliente ao qual devemos total respeito e seriedade, ele é nosso brilho, seu aprendizado é o nosso, e seu sucesso também. Não afirmo que o professor deva ser esquecido, muito pelo contrário. É urgente lutar por melhorias para a classe, exigir salários justos, condições de trabalho, valorização da categoria, etc, etc...Contudo, é imprescindível perceber-se docente, ter uma identidade firme e definida. Com responsabilidade na medida de nossa capacidade e campo de ação, uma coerência entre falar e fazer.
Somos a cruz do mundo? Não.
Mas não podemos nos eximir da nossa participação nessa crucificação.

Isso que escrevi acima, foi nada menos que frases meio soltas e que provavelmente não chegam a conclusão nenhuma e nem pretendem chegar... Não fiz revisão de nada...vai ser postada como veio ao mundo.

Nesses dias as minhas responsabilidades estão postas à prova e meus limites também.
Tenho negligenciado muitas coisas: trabalhos na faculdade, retorno de ligações pros amigos e também um apoio presente para muitos deles, atenção para a família e principalmente pra mim também. Espero poder dar conta de tudo nesse semestre e me aliviar mais no próximo.
Existem outros projetos que quero dar andamento...o tempo ta passando muito rápido os prazos vencendo. Felizmente o prazo quem dita sou eu...e nesse momento o melhor a fazer é definir as prioridades e trabalhar por elas.

O Lula foi reeleito. Uma alegria insegura de quem não tem plena convicção do que há de vir. Mas acredito que ele merecia uma nova chance.

Estamos praticamente em Novembro! Caramba...fim do ano ta aqui! Não vejo a hora do décimo terceiro e também das minhas férias no início do ano. Até lá ainda serão noites em dormir, cansaço, preguiça, desânimo, raivas, alegrias, conquistas...aprendizado!
Amanhã eu e o Robertson completamos 7 anos de namoro. Quanto tempo...
Tá na hora de casar já....

Fui!

=]



quarta-feira, outubro 18, 2006

Registrando...

Pois eh...
Fim de semana do Ceará Music, com Los HERMANOS!
Decidi meio na última hora e consegui convencer o Robertson a ir comigo, do contrário iria sozinha e seria muito estranho passar a noite abandonada no meio daquela multidão. Senti falta de encontrar os "Migos", da gente ir esperar por eles no hotel e fazer aquela bagunça gostosa. Acho que tudo isso passou e lá vem o lado adulto de ser fã. acho que tenho síndrome de Peter-pan!
Ah, a novidade é que ganhei de presente da Chris Medina duas cominidades do orkut que agora estão sob minha responsablidade, são elas: Los Hermanos - Ceará e Marcelo Camelo
Pense na concorrência pela guarda das comunidades! Mas a Chris relevou o fato se sermos amigas e de nos encontrar-mos de vez enquando na topic 06 quando ela volta da Unifor com o Wallace e eu do trabalho e claro, pelas nossas peregrinações de aeroporto em busca de uma foto e quem sabe de um olhar dos barbudos...

Bem, cheguei meio em cima da hora, encontrei o Pedru que passava na roleta pro acesso do camarote front stage e me disse que já tinha falado com eles, tirado as devidas fotos e disse que o Marcelo estava "o ó"!
Do embróblio quiquiprocó!
A confusão era grande pq com dois palcos não sabíamos ainda em qual deles seria o show.
Liguei pro Pdru que tava lá no front stage (depois soube que ele assistiu o show de cima do palco! Ow Migu danado!) e ele me indicou o palco certo - e não era o que estávamos.
Aí começou o sofrimento: empurra-empurra, pisa no pé, cotovelada...ai ai, se eu tivesse R$150,00!

A Sara da MTV anuncia a entrada deles, Marcelo com uma blusa azul meio escura, acho que o Barba tava de vermelho, Amarante numa animação só, de amarelo (de novo!) e Medina de verde, eu acho...
Abriram com "O vento"...não sei bem qual foi o set list, mas foram apenas 13 músicas e entre elas: 'Ana Júlia' Fazer o q...com tanta música melhor pra tocar...
Set List Oficial

O vento
Além do que se vê
O Vencedor
Condicional
Ana Júlia
Morena
Último Romance
O velho e o moço
Todo carnaval tem seu fim
Cara estranho
Quem sabe
Retrato pra Iaiá
A flor

Show curto, um aperto só...
Próximo ano ou é front stage ou vou ficar em casa mesmo!
Mas como sempre valeu! O velho e o moço valeu o festival pra mim.Ah, o show do paralamas eu não vi pq tava no mucuripe. O do cidade negra foi morgadão. Queria ver o D2, mas o Nego ficou aperriando pra ir embora...fomos então!

sexta-feira, outubro 13, 2006

Deixa o verão pra mais tarde....

Hoje tem Los Hermanos!

Vou lá no CM vê-los, será o último show da turnê do 4 no nordeste.
Eles chegam na cidade 12hs mas nessa vez acho que não vou tietar.

Hoje faz uma ano dessa foto. Foi um dia muito feliz para mim. Lembro como se fosse hoje...eu ali do lado deles... FELICIDADE!

Hoje vou ser feliz de novo!

Deixa o verão - Rodrigo Amarante

Deixa eu decidir se é cedo ou tarde
Espere eu considerar
Ver se eu vou assim chique à vontade
E qual o tom do lugar

Enquanto eu penso você sugeriu
Um bom motivo pra tudo atrasar
E ainda é cedo pra lá
Chegando às 6 tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah


Não to muito afim de novidade
Fila em banco de bar
Considere toda a hostilidade
Que há da porta pra lá

Enquanto eu fujo você inventou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah

E eu digo "cá" entre nós
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah

=]]

sexta-feira, outubro 06, 2006

Mas eu só quero ser feliz...

Oi
Passando ultra-rapidamente só pra desabafar um pouco.
Minha rotina tá muito corrida, é tanta coisa pra dar conta que nunca sei por onde começar, fato que faz piorar a situação. Se eu fosse menos ansiosa e mais controlada e confiante, tudo seria mais fácil.
Eu sei que boa parte das pessoas tem um cotidiano difícil, e todos só buscam seu ligar ao sol. Mas as vezes me pergunto pra que tudo isso, se eu só quero ser feliz?!
Aqui no trabalho não tá mais como antes, aquelas folguinhas em que eu podia ler meus textos e fazer meus resumos entre a queda de circuito e outro. O estágio já tá sugando da gente, detalhe: "oS estágioS".
Me diz onde que eu estava com a cabeça quando me matriculei em tanta coisa?
O que vai acontecer na minha vida se eu não me formar semestre que vem?
De onde vem mesmo essa cobrança?
Ah, a resposta é de mim mesma.
Agora porque eu busco tanto isso...num sei.
Acho que a ansia é de me encontrar mesmo, mas o caminho parece cada vez mais obscuro.
Estou super cansada, e o estômago já tá com sinal amarelo...chegando no vermelho. Tenho que me cuidar um pouco, senão não sobreviverei para a festa de formatura que eu inventei de pagar...
Outro problema: crise financeira, gente o dinheiro não dá pra mais nada!
Ah, chega de problemas!
Hoje é sexta e isso de alguma forma é motivo de felicidade, mesmo precisando ir a aula já já.
Nós, em parte, somos o que escolhemos ser...
E hoje quando eu for desmaiar na cama de tão cansada e sonolenta, farei uma prece e agradecerei a Deus por tudo isso!
Beijos Meus Queridos!
Até mais!

quarta-feira, setembro 27, 2006

O homem é um ser de necessidades

Ultimamente estou muítíssimo ocupada e exausta. O semestre da UFC será o mais difícil até agora...mas estou certa de que aprenderei muito, não necessariamente teorias, mas vou aprender um poquinho mais a ser gente.
Nesse momento estou estudando um pouco sobre trabalho e educação e fuçando na internet achei um texto bacana e resolvi colocar um trecho dele aqui.
" É no próprio homem que, em seu ato fundamental do trabalho, potencializa o caminho da humanização. Sabe-se que o trabalho é considerado, aqui, como ação transformadora das realidades, numa resposta aos desafios da natureza, relação dialética entre teoria e prática. Percebe-se que, pelo trabalho, o homem se auto-produz, alterando sua visão de mundo e de si mesmo: do mundo cultural-educativo, do mundo econômico, político, social, com perspectivas éticas e com direitos econômicos da humanização, como prática do capital global. Com o trabalho o homem se afirma e se nega. Aliena-se e liberta-se. Segundo Dermeval Saviani (1994), percebe-se que "a educação coincide com a própria existência humana (...) as origens da educação se confundem com as origens do próprio homem. À medida em que determinado ser natural se destaca da natureza e é obrigado, para existir, a produzir sua própria vida, é que ele se constitui propriamente enquanto homem (...) O ato de agir sobre a natureza, adaptado-a às necessidades humanas, é o que conhecemos pelo nome de trabalho. Por isto, podemos dizer que o trabalho define a essência humana. Portanto, o homem, para continuar existindo, precisa estar continuamente produzindo sua própria existência através do trabalho. Isto faz com que a vida do homem seja determinada pelo modo como ele produz sua existência".
Poderia passar horas aqui falando dos ultimos dias, que embora não tendo ocorrido grandes acontecimentos, estão cheios de coisas "úteis".
Creio que meu cérebro não acompanhará tal ritmo.
Seja o que Deus quiser!
Então não quis ficar muito tempo longe daqui, porque me faz bem escrever e saber que alguém poderá ler ...
=]

quinta-feira, setembro 21, 2006

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É muito ruim quando você descobre que não evoluiu, que parou no tempo e que tudo permanece do mesmo jeito, mesmo depois de tanto tempo. Em momentos assim tenho vontade de desabafar, mas não me encorajo, pois sei que ninguém vai agüentar ouvir tudo de novo. Por mais que tente ser racional não consigo evitar as sensações desagradáveis de tristeza e angustia.

Queria ter o poder de mudar isso, mas vejo que cada situação tem seu próprio ritmo, é a vida se impondo a mim, condicionando-me, como um animal que tem a liberdade roubada pelo seu instinto. Sinto que sou um ser estranho dentro de um universo que não é o meu, ou melhor, eu não sou dele. Sinto que tudo seria mais fácil se não fosse desse jeito e não sei porque não consigo aprender a lição. Por mais que a vida siga seu curso e eu ache que tenha algum controle, basta um simples momento para que tudo venha abaixo e eu me sinta só novamente.

As lágrimas já não são freqüentes, mas o choro ainda ta aqui dentro.
Que droga!
Eu só queria sumir por um instante.
E voltar nova, sem amarras, para que realmente chegasse longe, sem precisar voltar para a estaca zero!


segunda-feira, setembro 11, 2006

"Seres opacos precisam de qualquer coisa para se iludir"



Finalmente terminei a leitura do livro A cura de Schopenhauer. Tão sem emoção...nenhum gran finalle, nem nada. Trouxe uma intercalação de romance e de biografia do filósofo, mas nada muito conectado. Acho que realmente deve ser difícil escrever um romance envolvendo o Arthur. A história, a meu ver, não teve uma boa lógica de desenvolvimento e parece que o autor decidiu apressar-se no fim para acabar logo com aquele negócio!

Comprei um livro na Bienal, chamado “Eleanor Marx, filha de Karl”, que segundo a sinopse fala da historia de vida da filha de Karl Marx, Eleanor, que dos herdeiros de Karl, mais se aproximou do seu ideal social e político. Uma mulher “moderna” para o seu tempo, envolvida com o movimento operário e com um futuro intelectual muito promissor, aos 43 anos interrompeu sua vida ao suicidar-se por amor...A autora é Maria José Silveira, que “recompõe a dilacerada dimensão trágica desta frágil e delicada filha de um novo mundo – e do homem que o criou”.
Óia!
Já dei uma folheada, não pareceu excepcional, mas acho que será um bom passatempo!

As aulas começaram teoricamente hoje. O Marcos ainda está de férias, na última semana afinal! Então não irei à aula. Soube que o ajuste será amanhã, pelo Sofia mesmo...Que Deus me ajude! Isso tira a possibilidade da coordenação dar um jeitinho de ajudar os alunos, ou seja, se o sistema disser não, a coordenação vai ter respaldo para negar nosso pedido também! Devo manter a calma!
É meio triste saber que minha vida acadêmica será definida por um sisteminha de matrícula, que poderá ser favorável ou não a mim. No livro que li (A cura...), Arthur Schopenhauer afirma que a dor existe porque as pessoas ficam pensando que não deveriam estar sofrendo por algum motivo, ou que pelo menos poderiam ter evitado tal sofrimento. Para ele não haveria dor se as pessoas simplesmente entendessem que viver é sofrer e que o sofrimento é o default.
Será mesmo???

Como toda segunda, em geral me sinto indisposta e com mais sono que o habitual. Não vejo a hora dessa semana acabar...embora as aulas tenham começado, é mais tranqüilo ir a aula do que trabalhar manhã, tarde e noite! E também sonho com minhas férias que só virão no próximo ano, a não ser que seja demitida. E sendo assim, prefiro esperar até janeiro mesmo!

O Skank lançou um novo CD, Carrossel, mas ainda não tive oportunidade de ouvir. Lembro do ultimo inédito que lançaram...Cosmotrom...em 2003...saudades. Ainda considero 2003 um ano muito especial pra mim, por muitos motivos. E pensar nele faz meu coração bater mais forte! Ah, saudade é assim mesmo!


Despeço-me com Fernando Catatau:

“Hoje eu estou meio opaco e seres opacos precisam de qualquer coisa para se iludir”

;-)

sexta-feira, setembro 08, 2006

Independência ou Morte? Depende da independência e depende da morte...

Ontem foi feriado né?

7 de setembro...nada representativo para mim, a não ser o fato de não ir trabalhar.
Lembro que no tempo da escola tinha o tal desfile e nós, pobres criança, tínhamos que ir, em pleno feriado, andar no meio do sol...posso comprovar minha grande insatisfação nas fotos que tenho em casa, uma cada de poucos amigos... Na escola onde eu estudava - que era super tradicionalista - não adiantava inventar doença ou coisa parecida para faltar ao desfile, senão éramos punidos com ponto negativo!
Vocês nem imaginam o quanto esse tipo de método punitivo é recriminado nos discursos da faculdade...mas no final muitos de nós apenas reproduzimos o modo como fomos ensinados.

Havia me inscrito num Encontro/ Congresso Internacional (Só porque tinha um cara da França) sobre Trabalho e Educação. Nem tava lembrando e acabei desistindo de ir, pois só poderia assistir a uma palestra apenas, no feriado, porque sexta e sábado vou trabalhar. Na verdade não me sento motivada nem interessada em participar do encontro, afinal não representa o foco de pesquisa que me interessa. Mas afinal, qual é o meu foco mesmo?
Ainda to na fase, não sei do que gosto, mas sei do que não gosto....[grande coisa, isso qualquer criança sabe...]


Fomos ao Noise 3D ontem para prestigiar o Migu Pdru “Abacate” que seria o DJ da noite, e claro ia rolar muito LH, além de outras pérolas...Antes, marquei com a Michelle no bixiga, éramos Eu, Nego e Grazi. Tomei um daqueles chops de vinho e já foi me dando uma tontura. Oura, mas uma criatura como eu que não bebe nada alcoólico, fica tonta te com o cheiro né?! Entrei quase meia noite e saí de lá uma hora depois...
Pois é, passei pouquíssimo tempo, porque tinha que estar cedinho na Caixa e o Robertson também tinha treinamento cedo. A noite tinha tudo para ser super agradável, mas a preocupação com o tempo estragou.
Acho que eu excesso de gordura abdominal ta passando do limite, ontem quase não encontro uma roupa que disfarçasse meu buxo...estou mais do que nunca precisando rever minha alimentação e principalmente tentar me exercitar fisicamente. Não é só vaidade não, vida sedentária é um chama pra doença e eu detesto hospital! Nossas caminhadas no calçadão tem sido ótimas, mas as aulas começam segunda e não haverá um horário disponível para fazê-las...num sei, vamos reavaliar!
E por falar em aulas, nenhuma notícia da UFC ainda...nem quero pensar no pior...continuo esperando pelo ajuste!

Tinha preparado um post antes desse, mas não sei bem porque não tive vontade de posta-lo, era só umas letras de música e um comentário sobre umas lembranças que tive...

Ah, na quarta-feira meu ex-chef me ligou para me pedir para fazer uns relatórios extras...fiquei contente por que me sentirei mais útil na equipe de lá.

Até!
:-)

segunda-feira, setembro 04, 2006

O vazio é insuportável

Por que eu sempre confundo a Márcia Tiburi com a Marilena Chaui?

Ontem assistindo ao Café Filosófico lá estava ela, sempre poderosa Márcia Tiburi...enquanto falava elegantemente fiquei imaginando o tempo todo por que o Paulo Ghiraldelli implica tanto com ela. Mas depois me toquei que ele implica é com a Marilena Chaui!!!

Bem, a Márcia se garante...fala muito bem, de forma muito clara, organizada e objetiva. Pensei que ela é o tipo da mulher difícil de ser conquistada por um homem por causa da inteligência e do sentimento feminista que ela demonstra ter.

O tema era: O Mito do Sexo.
Peguei o bonde andando, no momento em que ela conceituava mito e afirmava que a filosofia era uma negação do mito, já que para a filosofia o mito é a ausência de lógica, uma “narrativa explicativa de alguma coisa” que não se sabe, que foge totalmente da racionalidade. Depois que ela descreveu o mito atribuindo-lhe caráter menos importante, a psicanalista que a acompanhava na palestra deu logo um pulo e pediu a palavra para defender a importância do mito aos olhos da psicologia. Disse que o MITO tem um valor importante porque funciona como uma expressão da subjetividade do indivíduo ou dos grupos sociais.

Márcia afirma que sexo é mito, mas eu não entendi bem que dimensão do sexo estava sendo tratada... enfim prosseguiu falando sobre o sexo feminino e como este sempre teve seus direitos de expressão usurpados e sofreu severas repressões ao longo da história.E para justificar isso existiam as mais bizarras explicações, como a dos pré-socráticos (eu acho) que consideravam que o útero da mulher era um ser que a dominava e que quando não cumpria sua missão, ou seja, a fecundação, frustrava-se, castigando a mulher através de implicações nos seus demais órgãos. Assim diziam que por isso a mulher não tinha a capacidade de exercer atividades mentais, em outras palavras o pensamento. Daí só os homens poderiam viver da retórica, da contemplação e da vida pública da polis. Às mulheres caberiam os serviços domésticos e, claro, a função reprodutiva.

Afff!!!

Também falou de Schopenhauer e Kant e como eles compartilhavam desse pensamento machista. Schopenhauer, coitado, nunca obteve êxito com mulher nenhuma, sua intimidade era apenas com o papel e mesmo com o reconhecimento de ser conhecedor da natureza humana, foi sempre só, mesmo que por opção. Mas qual é a opção de alguém que não é querido sequer pela mãe pelo seu jeito rude e individualista de ser?

Segundo Márcia, Kant em sua busca pelo ideal de humanidade afirmou que as mulheres são o “belo sexo”, mas que não possuem capacidades intelectuais, a elas cabe o exercício do belo. Nesse contexto, a filósofa disse que o feminismo é uma defesa de direitos humanos e não restritamente femininos.

“A aparência é reducional à essência”, a partir dessa frase de Márcia, a psicóloga falou algo super interessante sobre a aparência e os estereótipos. Ela disse que nas clínicas, freqüentemente as pessoas reclamam por que não obtêm o reconhecimento individual e sim um reconhecimento padronizado, porque de alguma forma essas pessoas são identificadas dentro de um padrão, “coisificando” o ser individual e reduzindo suas capacidades.

Márcia falou que o grande diferencial de Freud, embora fortemente criticado pelo falocentrismo, foi a revolução que ele fez na comunicação, pois em suas experiências que deram origem à psicanálise, Freud fazia algo incomum para a época, ele simplesmente ouvia as mulheres e identificava no discurso delas uma forma de saber. Eram as histéricas, que falavam com o corpo, já que não tinham voz social. As mulheres que sofriam de histeria e que apresentavam reações fisiológicas como contorções de seus corpos e comportamentos agressivos, estavam nada menos que tentando expressar-se numa sociedade que tapava os ouvidos para o que tinham a dizer.

A crítica a Freud ainda é forte no sentido que ele masculinizou a teoria psicanalista e de certa forma restringiu suas explicações no sexo. A psicóloga tentou esclarecer que a sexualidade de Freud tem um sentido mais amplo. Márcia disse que o falo é o nosso vazio e que o vazio é insuportável, daí a necessidade do mito sexo, para tapar esse buraco.O sexo como satisfação imediata dos impulsos e também como forma de dar sentido e de nos descobrir.

No final a Márcia falou sobre a desconstrução e desmoralização pelas quais o sexo está passando ultimamente,no sentido de não ser mais algo pérfido e também pela pluralidade de identidades sexuais que existem hoje. Homem e Mulher são conceitos cada vez mais esquecidos e a tendência é que não exista a necessidade de se definir como tal, apenas ser.

Mudei de canal para ver o Aprendiz e acabei esquecendo de voltar pro canal 5.

Essa frase da Márcia dizendo que “o vazio é insuportável” me tocou, por que meu dia de domingo foi assim. Dormi o máximo que pude mas ainda assim senti esse tal vazio. A dor de cabeça foi inevitável, mas acho que a explicação está no conflito que minha irmã provavelmente está vivendo e eu não consegui assimilar ainda e me irritei profundamente. Engraçado, não estou conseguindo sequer falar com ela. Sinto uma grande raiva e ao mesmo tempo vontade de me aproximar. Não sei quando isso vai passar, mas está muito incômodo. Acho que ela vai precisar errar e sofrer um pouco para aprender certas coisas.

Ah, quero nem mais falar nisso que já me dá uma tristeza...coisas de família!

Depois apareço.